08/02/2010 Planejamento

ANTIGA REIVINDICAÇÃO
Estudo do DER propõe a duplicação de trecho de três quilômetros da PR-323
Além de duplicar o trecho de...

Um dos grandes gargalos do processo de desenvolvimento de Umuarama é a questão da acessibilidade ao centro urbano e, principalmente, as condições de tráfego oferecidas pela rodovia Engenheiro Osvaldo Pacheco de Lacerda, a PR-323, mais especificamente no trecho entre os trevos do Gauchão e o de acesso à Mariluz. São três quilômetros de extensão que abrigam parques industriais, áreas de lazer, loteamentos, investimentos econômicos de monta, o aeroporto municipal e a sede do Instituto Federal de Educação (IFPR), que começa a funcionar este ano.
A equação de problemas dessa ordem não está à altura das possibilidades econômicas do município. O dinheiro de Umuarama é muito ‘curto' diante da dimensão de um investimento dessa natureza. Resumindo: a solução de parte do problema, ou seja, abrir o gargalo e deixar fluir maiores possibilidades de desenvolvimento custará algo próximo a R$ 14 milhões. É o investimento calculado pelo Estado para atender uma das mais antigas reivindicações de Umuarama: a duplicação da PR-323, no trecho entre os trevos do Gauchão e o de acesso à rodovia que demanda a Mariluz.
Sabendo do tamanho da tarefa, das dificuldades para conseguir os recursos necessários junto ao Governo do Estado, o prefeito de Umuarama, Moacir Silva, pôs-se a trabalhar. Cheio de dados e informações, bateu às portas do governo. No início de janeiro passado esteve com o secretário dos Transportes (que responde também pela direção do Departamento de Estradas de Rodagem -DER) Rogério Tizzot, mostrando que não apenas Umuarama precisa desse investimento, mas toda a região que gravita em torno dela e mesmo o Mato Grosso do Sul e até o Paraguai, distantes pouco mais de 100 quilômetros e que tem na PR-323 a principal via de escoamento de safra e de fornecimento de mercadorias, além de acesso de turistas.
Com o aval do secretário Tizzot, na última sexta-feira Moacir Silva esteve em Maringá, com o superintendente regional do DER, Otávio José da Rocha, para dar sequência à discussão da reivindicação da duplicação da rodovia. "Como já tinha sido informado na Secretaria dos Transportes, em Curitiba, o superintendente do DER nos apresentou um estudo sobre esse trecho da PR-323, que é muito interessante e será a solução para a questão do escoamento do tráfego naquela região", disse o prefeito.
As informações que Moacir recebeu em Maringá dão conta de que o governo pretende, além de duplicar o trecho de três quilômetros, construir viadutos nos trevos do Gauchão e de acesso à rodovia que vai à Mariluz. Além disso, para garantir maior segurança e fluência do tráfego de veículos, o DER prevê a implantação de vias paralelas à duplicação (nos dois sentidos). Empenhado na concretização dessa obra, por entender que ela é fundamental para o processo de desenvolvimento de Umuarama, Moacir Silva diz confiar na proposta do governo. "A PR-323 não é uma questão apenas de Umuarama ou da região. É uma questão do próprio Estado que precisa garantir condições para promover o crescimento do Paraná. O noroeste polarizado por Umuarama não pode ser alijado de investimentos que produzam renda, emprego e melhorem a qualidade de vida da população", enfatiza o prefeito de Umuarama.

Recuperação do asfalto
Outra boa notícia ouvida pelo prefeito na superintendência do DER em Maringá, na sexta-feira passada, foi a de que o órgão vai iniciar nos próximos dias os serviços de recuperação do asfalto nas vias urbanas do Alto São Francisco utilizadas como meio de ligação entre as rodovias que demandam do Mato Grosso do Sul e as que tem como destino os centros consumidores do Paraná e o Porto de Paranaguá. "Obtive a garantia de que os serviços serão iniciados em poucos dias", informou o prefeito, recordando que, assim como o pedido da duplicação da PR-323, ele vinha insistindo para que o Estado assumisse a responsabilidade de recuperar as vias urbanas com asfalto deteriorado pelo tráfego pesado.